Onça Guardião foi resgatada após perder a mãe para caça ilegal antes de conquistar recorde mundial de longevidade
Onça mais velha em cativeiro do Brasil comemora 25 anos com festa em zoológico em Manaus Antes de entrar para o Guinness World Records com o recorde mundial d...
Onça mais velha em cativeiro do Brasil comemora 25 anos com festa em zoológico em Manaus Antes de entrar para o Guinness World Records com o recorde mundial de longevidade em cativeiro, a onça-pintada Guardião foi resgatada ainda filhote após perder a mãe, vítima da caça ilegal no Amazonas, na região da tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru. O animal foi acolhido pelo Exército Brasileiro em 2001 e passou parte da vida sob os cuidados da instituição em Tabatinga, no interior do estado. O reconhecimento internacional foi oficializado em junho deste ano, quando Guardião atingiu 25 anos e 90 dias de idade. A marca chama atenção porque a espécie costuma viver, em média, até 13 anos na natureza e cerca de 20 anos em cativeiro. Nascido em março de 2001, Guardião foi destinado ao Parque Zoobotânico Cultural do Comando de Fronteira Solimões/8º Batalhão de Infantaria, mantido pelo Exército em Tabatinga. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Já adulto, o felino foi transferido para o Zoológico do Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), em Manaus, onde chegou em agosto de 2007. Onça-pintada de zoológico no Amazonas conquista recorde mundial de longevidade em cativeiro. Divulgação/Exército Brasileiro Cuidados começaram ainda em Tabatinga De acordo com o CIGS, quando chegou ao zoológico de Manaus, Guardião apresentava boa saúde e temperamento compatível com o da espécie. Desde então, passou a ser submetido, assim como os demais animais do zoológico, a protocolos de medicina veterinária preventiva, alimentação balanceada e enriquecimento ambiental contínuo. O acompanhamento é feito por uma equipe formada por veterinários, bióloga e tratadores. Com o avanço da idade, a rotina do felino passou a ser adaptada à fase sênior. Segundo o CIGS, a longevidade e o aumento da expectativa de vida dos animais mantidos no zoológico são indicativos de um manejo adequado e de cuidados voltados ao bem-estar dos animais. LEIA TAMBÉM: De filhote resgatado ao Guinness: conheça a história de Guardião, a onça-pintada mais velha do mundo em cativeiro no AM Guardião viveu com outra onça Apesar de as onças-pintadas serem animais solitários na natureza, indivíduos podem ser mantidos juntos em ambientes sob cuidados humanos, principalmente em situações relacionadas à disponibilidade de recintos e à reprodução da espécie. Guardião viveu durante anos ao lado de outra onça-pintada, um macho chamado Amazonas. Segundo o CIGS, os dois tiveram uma convivência tranquila e se adaptaram bem um ao outro. Amazonas morreu em 2021. Após a morte do companheiro, a equipe não observou mudanças significativas no comportamento de Guardião, que manteve sua rotina habitual. Atualmente, o felino vive sozinho no recinto do zoológico. Onça Guardião durante comemoração de seus 25 anos. Paulo Roberto Santos/Rede Amazônica Símbolo da preservação da fauna Para o CIGS, a história de Guardião também reforça a importância da proteção da fauna e do combate ao tráfico de animais silvestres na Amazônia. Segundo a instituição, o recorde mundial de longevidade conquistado pelo felino evidencia o papel socioambiental do Exército Brasileiro e do Zoológico do CIGS na conscientização sobre a proteção da fauna e a preservação de uma espécie vulnerável à extinção. Onça-pintada de zoológico no Amazonas conquista recorde mundial de longevidade em cativeiro. Divulgação/Exército Brasileiro