Idesam lança desafio Bioinovação Amazônia com prêmios de até R$ 200 mil
Floresta Amazônica. Giaccomo Voccio/g1 O Idesam lançou o Desafio Bioinovação Amazônia, iniciativa internacional inédita que busca transformar o conhecimen...
Floresta Amazônica. Giaccomo Voccio/g1 O Idesam lançou o Desafio Bioinovação Amazônia, iniciativa internacional inédita que busca transformar o conhecimento científico sobre a biodiversidade amazônica em produtos e negócios de impacto global que gerem oportunidades para as comunidades tradicionais e as pessoas envolvidas nas cadeias de valor. A ação, que conta com financiamento do Bezos Earth Fund e parceria da Penn State University (EUA), da Rede Terra do Meio e da COOPEACRE, convoca especialistas em P&D com atuação global e inovadores com experiência em biodiversidade amazônica para solucionarem seis desafios nos setores de alimentação, cosméticos e novos materiais verdes, utilizando matérias-primas como castanha-do-brasil, açaí, andiroba, copaíba, murumuru, buriti, babaçu e borracha nativa. “Ao conectar ciência de ponta com o conhecimento local, estamos criando um novo modelo de desenvolvimento, capaz de transformar a biodiversidade em produtos inovadores, com alto valor agregado e impacto global. É nesse encontro entre tecnologia, natureza e comunidade que nascem as soluções mais relevantes e sustentáveis para o nosso tempo”, explica Paulo Simonetti, gerente de Inovação Aberta e ESG do Idesam. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Vídeos em alta no g1 O que é o Desafio Bioinovação Amazônia O programa é estruturado em quatro fases: seleção de talentos (online), formação de equipes e design da solução (online), imersão e validação (residência na Amazônia + online) e cerimônia de premiação final (presencial). A jornada completa prevê uma imersão de 15 dias na Amazônia (cerca de 10 dias em Manaus e cinco dias em comunidades rurais da região, dependendo do desafio), com todos os custos subsidiados. São seis desafios que cobrem temas como valorização de óleos amazônicos (andiroba, copaíba, buriti), desenvolvimento de amidos funcionais de babaçu, aproveitamento de resíduos do açaí, inovação com óleos e manteigas amazônicas, produção de biomateriais a partir da borracha nativa e soluções de sanitização para a cadeia da castanha-do-brasil. A iniciativa busca dois perfis complementares: Inovadores com experiência comprovada em biodiversidade amazônica, residência ou atuação profissional na região e interesse em empreendedorismo ou licenciamento de tecnologia — exclusivamente para cidadãos brasileiros. Especialistas em P&D com experiência internacional nos setores de cosméticos, alimentos ou materiais de base biológica, disponíveis para mentoria presencial e remota ao longo do programa. Benefícios para os selecionados Os 10 selecionados para a fase de imersão receberão um pacote robusto de apoio: Bolsas mensais para Inovadores de R$ 3.500 a R$ 7.500/mês por 6 meses, conforme nível de formação Grants para Especialistas em P&D de US$ 650 a US$ 1.300/mês por 6 meses Fundo da validação de R$ 100 mil por equipe para insumos, reagentes e testes especializados Suporte laboratorial do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) e do Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA) Mentoria especializada em desenvolvimento de produtos, propriedade intelectual, mercado e bioeconomia amazônica Passagens e hospedagem em Manaus custeadas para os membros de equipes selecionadas Certificado de participação na “Residência Científica na Amazônia”, emitido pelo Idesam Premiação final: 1º Lugar: R$ 200 mil 2º Lugar: R$ 150 mil 3º Lugar: R$ 100 mil Os três vencedores também se tornarão parceiros da Zôma, a geradora de negócios do Idesam dedicada à nova economia da floresta, e receberão suporte jurídico para adequação à Lei da Biodiversidade, acesso a redes de mercado e apoio estratégico contínuo para a criação do negócio. “Para isso, buscamos reunir perfis complementares, vindos do Brasil e do mundo, capazes de enriquecer o projeto com diferentes repertórios e perspectivas. Ao conectar conhecimento técnico, vivências diversas e olhares plurais, conseguimos desenvolver soluções mais completas, inovadoras e alinhadas aos desafios reais da Amazônia, ampliando o potencial de impacto dessas iniciativas.”, completa Paulo Simonetti. Sobre os realizadores e parceiros O Idesam é uma organização amazonense com atuação na Amazônia Legal desde 2004 que tem como missão promover a valorização e o uso sustentável dos recursos naturais da Amazônia, buscando alternativas para a conservação ambiental, o desenvolvimento social e a mitigação das mudanças climáticas. Credenciado como Instituto de Ciência e Tecnologia, possui qualificação de Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP). Entre os reconhecimentos conquistados, foi eleito a melhor organização ambiental da Região Norte pelo prêmio Melhores ONGs em 2020 e 2023. Também recebeu o Prêmio Empreendedor Social 2022, promovido pela Folha de S.Paulo e pela Fundação Schwab, na categoria Inovação e Meio Ambiente, e é credenciado como ator da Década das Nações Unidas da Restauração de Ecossistemas (2021–2030). A Penn State University (EUA) é uma das principais universidades de pesquisa do mundo e contribui com sua vasta experiência em pesquisa científica, desenvolvimento tecnológico e metodologias de validação de produtos para mercados internacionais. A universidade servirá como a ponte global para este desafio, conectando talentos amazônicos a uma rede internacional de conhecimento e abrindo caminho para que soluções locais alcancem impacto global. O Bezos Earth Fund destina parte de seus recursos para a proteção da Amazônia e o fortalecimento de cadeias de valor sustentáveis. A iniciativa conta ainda com parceiros estratégicos como IPT, CBA, Emerge Brasil e SBSA Advogados.