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Conheça a capela centenária de Manaus que abre as portas apenas durante os festejos de Santo Antônio

Conheça a capela centenária em Manaus que abre apenas para os festejos de Santo Antônio Entre os prédios e ruas movimentadas da Zona Sul de Manaus, uma pequ...

Conheça a capela centenária de Manaus que abre as portas apenas durante os festejos de Santo Antônio
Conheça a capela centenária de Manaus que abre as portas apenas durante os festejos de Santo Antônio (Foto: Reprodução)

Conheça a capela centenária em Manaus que abre apenas para os festejos de Santo Antônio Entre os prédios e ruas movimentadas da Zona Sul de Manaus, uma pequena capela guarda uma tradição que resiste ao tempo há mais de 100 anos. Localizada no bairro Cachoeirinha, a Capela de Santo Antônio do Pobre Diabo abre as portas ao público apenas durante os festejos dedicados ao santo, realizados entre os dias 1º e 13 de junho. O ponto alto da programação ocorre neste sábado (13), Dia de Santo Antônio, quando fiéis participam da tradicional bênção e distribuição de pães, além da procissão que percorre as ruas do bairro. Construída no fim do século XIX, a capela é considerada um dos patrimônios religiosos mais antigos da capital amazonense. Ao longo das décadas, o templo preservou não apenas sua estrutura histórica, mas também uma tradição mantida por gerações da mesma família e pela comunidade local. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp À frente da organização dos festejos está Fernando Ricardo Coelho, administrador da capela. Ele conta que a ligação de sua família com o espaço atravessa gerações. “Na realidade, a igreja é fruto de uma promessa. Depois que ela foi construída, essa responsabilidade passou para a minha família. Primeiro ficou com a minha avó, depois com a minha mãe e meu tio, e hoje estou à frente desse trabalho”, relatou. Há mais de 30 anos envolvido na organização da festa, ele destaca que manter a tradição exige dedicação e trabalho coletivo. “É uma sensação muito boa, mas também é trabalhoso. Envolve a organização da igreja, da procissão e de toda a estrutura necessária para receber os fiéis. Felizmente, contamos com pessoas que ajudam, porque sozinho ninguém consegue fazer nada”, afirmou. A participação da comunidade é um dos pontos que mais emocionam os organizadores. O consultor Kleber Soares de Aguiar, de 45 anos, acompanha os festejos desde a infância e diz que a fé dos devotos é o que mantém a tradição viva. “Para nós é uma honra participar e ajudar a manter essa tradição. A gente vê os fiéis chegando todos os anos, participando das celebrações e demonstrando sua devoção. Isso é muito gratificante”, disse. Na véspera do Dia de Santo Antônio, a tradicional quermesse reuniu moradores da Cachoeirinha e de outros bairros de Manaus. “Tivemos uma participação muito grande da comunidade. Foi um espetáculo, com apresentações culturais, brincadeiras e muitas famílias reunidas”, destacou Kleber. Consultor Kleber Soares de Aguiar, de 45 anos, acompanha os festejos desde a infância Patrick Marques/g1 AM A história da ‘Capela do Pobre Diabo’ Além da tradição religiosa, a capela é conhecida por um apelido curioso: “Capela do Pobre Diabo”. A origem do nome remonta ao comerciante português Antônio José da Costa, um dos responsáveis pela construção do templo. Segundo registros históricos publicados no Diário Oficial do Estado, em 1927, ele mantinha uma imagem de Santo Antônio em seu estabelecimento comercial e repetia diariamente uma frase que acabou se tornando famosa: “Meu Santo Antônio, protegei este pobre diabo.” A expressão passou a identificar um dos comércios do português, chamado “O Pobre Diabo”, e, com o passar do tempo, acabou sendo associada também à capela dedicada ao santo. Capela Santo Antônio do Pobre Diabo abre apenas para as comemorações em junho. Patrick Marques/g1 AM Mais de um século de fé A história do templo começou quando Antônio José da Costa e a esposa, Dona Cordolina Rosa de Viterbo, decidiram construir uma capela em homenagem a Santo Antônio em um terreno adquirido na antiga Cachoeirinha. Em 1897, Dona Cordolina oficializou a doação do espaço à Diocese de Manaus, com a condição de permanecer responsável pela zeladoria enquanto estivesse viva. A bênção oficial da capela ocorreu em 13 de junho de 1901, realizada pelo então bispo Dom José Lourenço da Costa Aguiar. Ao longo das décadas, o local passou por restaurações e, em 1965, foi tombado como monumento histórico do Amazonas. Atualmente, a capela está sob os cuidados da Paróquia de Santa Rita de Cássia e continua atraindo devotos, moradores e visitantes interessados em conhecer um dos mais antigos símbolos da fé católica em Manaus. Nesta sexta-feira, a tradição centenária ganha mais um capítulo com a procissão de Santo Antônio, que deve reunir dezenas de fiéis pelas ruas da Cachoeirinha, mantendo viva uma celebração que atravessa gerações há mais de um século. Capela conta com celebrações em homenagem a Santo Antônio Patrick Marques/g1 AM